03/11/2015 Antonio Ermínio de Moraes Neto, CGAE 2008. Co-fundador e diretor da Voz Capital

Aparentemente com um futuro promissor garantido, Antonio Ermínio de Moraes Neto, CGAE 2008, co-fundador e diretor da Voz Capital, explicou aos GVnianos sobre a importância de sair da zona de conforto e ir atrás do que realmente nos faz felizes e realizados na vida profissional e pessoal.
Contrariando a ideia de que seguiria os mesmos passos de três gerações, Antonio, aos 18 anos, já sabia o que queria – “Ainda no colegial, descobri que causar impacto com o meu próprio trabalho, principalmente no setor social e ter um propósito para a minha vida, era o que me moveria. Além disso, já havia escolhido cursar Administração Pública na GV”.
Vindo de uma família tradicional, conhecida nos quatro cantos do país, seja pelo bisavô que começou do zero e deu vida à Votorantim, ou pelo o avô que continuou seu legado na empresa, e tornou-se ainda mais conhecido em São Paulo como empresário e também candidato ao governo de SP em 1986, Antonio revelou que nunca procurou por tal ‘atenção’, e que desde cedo idealizava ter o seu próprio negócio, mas que tivesse como finalidade, pessoas.

“Meu avô poderia ter parado de trabalhar cedo, mas ele queria ver o Brasil se desenvolver e poder contribuir para que isso acontecesse. Sigo esse exemplo, quero deixar um legado que fará com que meus netos tenham orgulho de ter nascido nessa família”.

Em 2004, deu início a sua trajetória na GV. Pouco tempo depois, estava na Júnior Pública e naquele mesmo ano, concorreu à presidência da entidade e foi eleito. – “Trabalhei e aprendi muito nos dois anos em que fiquei na JP”. Em seu último ano na Escola, planejou ir à Índia na companhia de mais quatro amigos, documentar seu TCC, “The 2.5 Sector”, a partir do surgimento do setor ‘social business’ no mundo. Posteriormente, o documentário virou série/curta e em breve lançarão um filme.
De forma descontraída e humilde, Antonio contou que durante os 4 anos de GV, aprendeu mais do que o esperado e certamente amadureceu, isso porque antes de ingressar na faculdade e até mesmo depois, era extremamente tímido. Entretanto, conseguiu desenvolver esse lado, melhorou no quesito comunicação e, hoje, transparece tranquilidade e convicção ao discursar diante de tantas pessoas. 
Depois de formados, a vontade de fazer mais por quem precisa, conectando a ideia do empreendedorismo social, Antonio e Danizel Izzo, também GVniano, uniram suas propostas e criaram a Vox Capital em 2009. Investindo em projetos e empresas com alto potencial, que gerem impacto social, mostrou como obter retorno no modelo em que escolheu criar a companhia. “Minha missão é diminuir a desigualdade social no país”.

“Amo o que eu faço. Não faz sentido continuar em um ambiente em que você não gosta do que faz.”

Casado, pai da Júlia de dois meses, Antonio conta que é muito ligado à família, adora ler, tem um interesse muito grande por tecnologia, filosofia e música. No tempo livre, gosta de uma boa corrida e aprecia meditação.