23/09/2014 - Duda Kertesz, CGAE 1994. Presidente da Johnson & Johnson

“Meu objetivo sempre foi fazer a diferença, deixar um legado”.

A GVniana Maria Eduarda Kertesz, Duda (como prefere ser chamada), foi a nossa convidada desta semana na eletiva GVniano ensina GVniano. 
Nascida na Bahia, Duda tem quatro irmãos, e é mãe de dois filhos
Ao contrário de muitos, ela sempre sonhou em estudar Administração, e escolheu a GV por ser a melhor faculdade. Estagiou na Johnson&Johnson e seu primeiro emprego foi na PWC. Morou e estudou em Boston por 2 anos, e quando voltou ao Brasil, retornou também à Johnson&Johnson. 
Duda nos disse que nunca pensou que fosse ficar tantos anos em uma mesma empresa (17 anos) e que seria promovida tão rapidamente: “Eu sabia que tinha potencial, vontade, interesse; iniciativa, e que poderia então, lidar com o fato de que eu não tinha a experiência que muitos ali que trabalhavam comigo, tinham; por serem mais velhos também, mas eu sabia que era capaz de aprender, crescer e liderar”. 
Após alguns anos, foi promovida novamente e tornou-se presidente da Johnson&Johnson aqui no Brasil. 
Como há poucas mulheres em altos cargos dentro de grandes empresas, Duda não foi exceção e disse que também sofreu preconceito no início, mas ela conta que aos poucos as pessoas entenderam e se acostumaram com a ideia, viram que a promoção era por mérito, e disse também que as mulheres podem sim, mais mulheres deveriam liderar grupos e companhias. 
O objetivo dela ao entrar em uma das maiores empresas de produtos para a saúde do Brasil, não era o de modificar e reestruturar o que outros haviam construído, mas sim o de inovar; o que fazer de diferente para superar o que outras empresas fazem e principalmente o de atender melhor a população – conhecer as necessidades das pessoas. 
Duda também é conhecida por manter um relacionamento próximo com os funcionários; ouvir o que eles têm a dizer, saber a opinião e a visão deles – “Isso é algo muito importante para qualquer líder, ter um bom relacionamento com a sua equipe”. Ela também participa de um projeto chamado “Expedição Brasil”, onde ela conhece inúmeros lugares pelo Brasil todo, e então busca entender o que falta ou o que as pessoas gostariam de ter.

“É preciso sair um pouco do escritório, e vivenciar a realidade do país, conhecer mais o Brasil”.